As araras fazem parte de um grande grupo de aves, os
Psittacidae, também chamados de aves de bico torto.
Esse grupo ocorre não só na América do Sul,
mas, também, na África e Austrália; possui
mais de trezentas espécies e mais algumas centenas de
subespécies e raças artificiais criadas pelo homem,
como os diversos periquitos e agapornis.
Os Psittacidae sempre despertaram um grande interesse no
homem desde os tempos antigos. Realmente, existem
citações desse grupo na literatura lndu datada de
3.000a.C. Até mesmo o Kama Sutra faz referência a esse
grupo dizendo que uma das 64 actividades nas quais o homem deve ser
mestre em fazer é ensinar um psitacídeo a
falar.
A primeira importação de psitacídeos foi feita
pela Europa em 327 a.C., quando um soldado do exército de
Alexandre, o Grande, chamado Oneskritosde, resolveu levar para a
Grécia algumas aves como lembrança, em seu retorno,
após a campanha na Índia contra os Persas.
Este "contrabando" surtiu tanto efeito que, após aquela
data, as exportações da Ásia para Europa
não pararam.
Até mesmo Cristóvão Colombo, quando descobriu
a América, trouxe de volta alguns papagaios como
lembrança das supostas Índias. Na verdade, naquela
época os psitacídeos eram tidos como sinónimo
de riqueza. Sabe-se que, antes de avistar indícios de terra,
a esquadra de Colombo avistou um suposto bando de
psitacídeos voando para o sul. Decidiram então irem
direcção àquele bando e foram descobrir o que
hoje chamamos de ilhas Bahamas. Ao que tudo indica, se tivessem
prosseguido o curso original, teriam desembarcado na Flórida
e não em uma ilha.
Sabe-se que uma das primeiras permutas de Pedro Alvares Cabral com
os índios brasileiros foi uma arara vermelha, que foi
trocada por artigos trazidos da Europa. Esta mesma arara causou
grande sensação em Portugal.
(Mê Alabastro)




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